quarta-feira, 10 de agosto de 2011

VIOLÊNCIA NA INGLATERRA...



Premiê britânico promete maior contundência para combater onda de violência


O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, prometeu nesta quarta-feira mais contundência para combater a onda de violência que mantém em alerta o Reino Unido e que, até o momento, já deixou quatro mortos e motivou 1.094 prisões.
O chefe do Executivo voltou a se reunir mais cedo com seu gabinete de crise para avaliar a magnitude dos distúrbios sem precedentes, cuja intensidade diminuiu consideravelmente em Londres nesta madrugada, mas afetou gravemente outras cidades inglesas.
A mais prejudicada foi Manchester, que experimentou nesta terça-feira à noite "níveis de violência e criminalidade sem precedentes" em suas ruas, responsáveis por 113 prisões, segundo dados da Polícia, que informou que alguns dos vândalos eram jovens de 15 anos.
Na região de Manchester, onde se inclui o subúrbio de Salford, veículos foram incendiados e estabelecimentos comerciais foram saqueados por grupos de arruaceiros, a maioria adolescentes encapuzados.
Entre os pontos que foram alvo de distúrbios, destaca-se a cidade de Liverpool, ao norte da Inglaterra, onde houve 50 prisões, e na região de West Midlands, com 163 presos, 109 deles em Birmingham.
Nessa cidade do centro da Inglaterra, três homens de origem asiática com idades entre 20 e 31 anos, dois deles irmãos, morreram após serem atropelados por um veículo que avançou contra um grupo que tentava evitar saques nos estabelecimentos comerciais.
Um homem de 32 anos foi detido e está sendo investigado pela Polícia sob suspeita de assassinato.
Esses atos contrastaram com uma calma relativa e generalizada nas ruas de Londres na noite passada, onde 16 mil agentes foram mobilizados e que conseguiram manter sob controle à capital.
Desde sábado, a Scotland Yard deteve 768 pessoas por atos violentos, desordens e saques.
Cameron atribuiu a melhora da situação em Londres ao maior número de agentes na rua e disse que a Polícia, se considerar necessário, poderia recorrer a canhões de água e balas de borracha para dispersar os distúrbios.
Em Londres, a noite da segunda-feira foi a mais violenta, especialmente nos bairros de Croydon (sul), onde foram incendiados edifícios como uma loja de tapetes, que funcionava desde 1867, e Enfield (norte), onde um armazém da Sony pegou fogo.
Em Croydon, um homem de 26 anos foi baleado nesta quarta-feira e não resistiu aos ferimentos, tornando-se o primeiro morto dessa onda de distúrbios.
A violência urbana está voltada contra a Polícia e protagonizada por jovens de aproximadamente 20 anos e até menores de idade, como demonstram as fotografias de suspeitos divulgadas nesta quarta-feira, pelo segundo dia consecutivo, a Polícia Metropolitana de Londres.
Diante do alarme causado entre a população, Cameron buscou tranquilizar os britânicos ao garantir nesta quarta-feira que o Executivo não permitirá que "uma cultura do medo" prevaleça no Reino Unido.
A atual onda de violência urbana mostrou "o pior" e "o melhor" do Reino Unido, declarou Cameron, referindo-se respectivamente aos "delinquentes" e àqueles que se uniram contra a desordem.
O chefe do Governo, que se viu obrigado a encurtar suas férias para gerir a crise, disse que o país precisava de uma "resposta" a essa "repugnante" onda de violência e que se "respondeu com firmeza".
A onda de vandalismo começou no sábado no humilde bairro de Tottenham, norte de Londres, e tomou proporções inesperadas em dias posteriores, como reconheceu o próprio Cameron, que disse que as autoridades enfrentam um "novo desafio".
O fator detonante foi uma pequena manifestação pacífica de protesto pela morte de um jovem a tiros da Polícia, no último dia 4, que deu lugar a uma sucessão de distúrbios em todo o país.
Esse homem, Mark Duggan, de 29 anos, estava em um táxi quando foi atingido por balas da Polícia em um fato no qual finalmente se demonstrou que nunca chegou a disparar uma arma.

http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI5290047-EI188,00-Premie+britanico+promete+maior+contundencia+para+combater+onda+de+violencia.html

E O TSUNAMI CONTINUOU OS ESTRAGOS

Sismo e tsunami no Japão criaram icebergues gigantes na Antárctida
10.08.2011




  O tsunami que devastou o Japão a 11 de Março chegou à Antárctida. Imagens de satélite mostram que uma vaga atingiu a plataforma de gelo Sulzberger e criou novos icebergues gigantes, com uma área duas vezes superior à área de Manhattan.
O maior dos novos icebergues tem 6,5 por 9,5 quilómetros e cerca de 80 metros de espessura, segundo uma equipa da NASA (agência espacial norte-americana) que analisou as imagens captadas pelo satélite Envisat da Agência Espacial Europeia (ESA) que, todos os dias, reúne imagens da Antárctida. Os novos icebergues totalizam uma superfície duas vezes superior à área de Manhattan, exemplifica a NASA.

Kelly Brunt e a sua equipa conseguiram observar, pela primeira vez, os efeitos de um sismo e tsunami na formação de icebergues, escreve a NASA em comunicado.

A 11 de Março foi registado um sismo de magnitude 9 na escala de Richter, ao largo da costa do Japão, que gerou vagas com vários metros de altura. Estas propagaram-se para Sul pelo Oceano Pacífico, ao longo de 13.600 quilómetros, até chegar à Antárctida, mais especificamente à plataforma de gelo Sulzberger, 18 horas depois. Vários icebergues soltaram-se e flutuam agora no Mar de Ross. As ondas teriam apenas cerca de 30 centímetros de altura quando chegaram à plataforma mas, segundo a ESA, a sucessão de várias ondas causou perturbação suficiente para criar icebergues.

“Estes acontecimentos na Antárctida demonstram que as observações de satélite são essenciais para compreender os mecanismos e os efeitos associados a catástrofes naturais”, comentou Henri Laur, da ESA, em comunicado.

A ligação entre o tsunami e a criação de icebergues foi publicada esta segunda-feira na revista Journal of Glaciology pela equipa de Kelly Brunt, do Goddard Space Flight Center, em Maryland.

FONTE:  
http://ecosfera.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1507049